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Mercado Imobiliário da Tailândia 2026: Transferências de Condomínios, Pressão nas Quotas para Estrangeiros e Tendências de Preços em Pattaya

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Mercado Imobiliário da Tailândia 2026: Transferências de Condomínios, Pressão nas Quotas para Estrangeiros e Tendências de Preços em Pattaya

18/07/2026

As transferências de condomínios para estrangeiros mantiveram-se estáveis em 2025, enquanto as quotas se esgotaram em Phuket e Pattaya. Eis o que os dados mais recentes da REIC, os movimentos de preços e as taxas de financiamento significam para quem procura investir na Costa Leste.

Gerado com IA, revisto pela nossa equipa editorial

O mercado de condomínios da Tailândia fechou 2025 numa posição estranha, mas ainda assim interessante para investir: o volume de transferências para estrangeiros subiu ligeiramente, enquanto o valor total caiu, as quotas esgotaram-se nas cidades costeiras mais populares do país, e os reguladores começaram a debater abertamente se o limite de 49% de propriedade ainda faz sentido face à procura atual. Para quem acompanha o mercado imobiliário tailandês, a conclusão prática é que Pattaya e a Costa Leste estão a tornar-se mais difíceis de acessar no segmento de entrada, mas cada vez mais justificáveis no segmento médio-alto, onde ainda há espaço nas quotas e a valorização dos preços se mantém sólida.

Mercado Imobiliário da Tailândia: Os Números das Transferências de Condomínios em 2025

A leitura mais clara da procura vem do Real Estate Information Center (REIC), o organismo oficial de estatísticas imobiliárias da Tailândia, ligado ao Government Housing Bank.

Segundo os dados da REIC, <cite index="1-1">os estrangeiros transferiram 14.899 unidades de condomínio em 2025, um aumento de 2,2% face a 2024. O valor total das transferências foi de ฿60,92 mil milhões (1,89 mil milhões de dólares), uma queda de 10,7% em termos homólogos, à medida que os compradores se voltaram para unidades mais acessíveis. O valor médio de compra por estrangeiros foi de ฿4,1 milhões (127.100 dólares) para uma unidade de 41 metros quadrados.</cite>

Esta combinação — mais unidades, gasto médio mais baixo — conta uma história clara: os compradores continuam a chegar, mas estão mais criteriosos quanto ao preço por metro quadrado.

Quem Está Realmente a Comprar

A composição por nacionalidade mudou de forma significativa nos últimos anos. <cite index="1-1">Os compradores chineses continuaram a ser o maior grupo, com 33% das unidades, seguidos por Mianmar (13%), Rússia (8%) e Taiwan, enquanto os americanos representaram cerca de 537 unidades.</cite>

A nível nacional, <cite index="6-1">os compradores estrangeiros foram responsáveis por 14.899 transferências de unidades de condomínio em 2025, um aumento de 2,2% face ao ano anterior, no valor de 60,92 mil milhões de baht, representando 14,7% do total de unidades transferidas e 25% do valor total transacionado.</cite> Os compradores estrangeiros têm um peso muito superior em valor do que em número de unidades, o que reflete um apetite contínuo por unidades de gama alta e preço mais elevado, mesmo com o valor médio das transações a arrefecer.

As Tendências das Quotas para Estrangeiros São a Verdadeira História Neste Momento

A Lei de Condomínios da Tailândia limita a propriedade plena por estrangeiros a 49% da área útil vendável de qualquer projeto registado — uma regra que não é alterada desde a sua criação. <cite index="2-2,2-3">Segundo a legislação atual, os estrangeiros podem possuir até 49% da área total num único projeto de condomínio. Esta quota está em vigor desde 1979 e mantém-se inalterada há 47 anos.</cite>

Os reguladores estão agora sob pressão para a rever. <cite index="3-1">O número de licenças de loteamento a nível nacional caiu 19,7% no primeiro trimestre do ano, a maior queda em nove trimestres, à medida que os promotores se ajustaram após uma quebra consecutiva nas transferências de moradias de baixa altura, segundo a REIC.</cite> Mais relevante ainda para quem compra junto à costa, <cite index="3-1,3-2">a REIC assinalou que as quotas de propriedade estrangeira para condomínios em muitos destinos populares junto a estrangeiros, como Phuket e Pattaya, estão totalmente preenchidas em vários projetos, levando a REIC a defender que certas localizações não atraem compradores locais e que o governo deveria aumentar as quotas de propriedade estrangeira nessas áreas para estimular a economia.</cite>

Os dados ao nível das cidades reforçam esta ideia. <cite index="2-2">Os compradores estrangeiros representaram 26% das compras de condomínios em Banguecoque em 2025, enquanto em Phuket essa percentagem ultrapassou os 40%.</cite> Pattaya encontra-se na mesma faixa de Phuket, o que significa que novos lançamentos bem localizados na Costa Leste podem esgotar rapidamente a sua quota para estrangeiros — uma dinâmica já visível em casos de referência abordados no nosso artigo sobre o esgotamento recorde do PTY Residence em Pattaya.

Para os compradores, a implicação prática é o timing: verificar o espaço de quota ainda disponível antes da reserva deixou de ser uma formalidade e passou a ser um passo obrigatório.

Movimentos de Preços em Pattaya e na Costa Leste

Os dados de preços de várias fontes apontam para um mercado que está a amadurecer em vez de disparar — valorização sólida no topo de gama, preços mais estáveis no segmento de entrada.

Esta divisão é importante em termos de estratégia: o stock de gama económica está mais disponível, mas valoriza mais lentamente, enquanto o stock premium à beira-mar e com vista mar é simultaneamente mais escasso face às quotas e regista o crescimento de preços mais acentuado. Projetos como o novo empreendimento de luxo junto ao mar enquadram-se precisamente nesta faixa de maior valorização.

Taxas de Crédito Habitação e Condições de Financiamento

O financiamento continua a ser o aspeto menos favorável aos estrangeiros no mercado imobiliário tailandês, e as taxas mantiveram-se elevadas ao longo de 2025.

Os indicadores padrão do crédito habitação tailandês — o MLR e o MRR cotados pela maioria dos bancos — situam-se entre 6,5% e 7% em agosto de 2025, e é pouco provável que algum banco tailandês ofereça a um candidato estrangeiro uma taxa abaixo deste patamar. Os produtos promocionais de crédito habitação para o mercado interno, oferecidos pelos grandes bancos, anunciam taxas efetivas entre 4,2% e 5,1%, mas destinam-se tipicamente a cidadãos tailandeses com rendimento local, sendo mais difíceis de aceder para compradores estrangeiros sem um co-mutuário ou fiador tailandês.

O resultado prático: a maioria dos compradores estrangeiros em Pattaya e na Costa Leste continua a transacionar a pronto ou através de planos de pagamento em prestações do promotor, em vez de recorrer a crédito bancário local, o que mantém o mercado menos alavancado — e possivelmente menos exposto a choques nas taxas de juro — do que mercados ocidentais comparáveis. Este contraste é explorado com mais detalhe na nossa cobertura sobre o abrandamento do mercado imobiliário dos EUA a impulsionar compradores para Pattaya.

Alterações Regulamentares a Acompanhar pelos Compradores

Duas mudanças regulamentares destacam-se para quem compra em 2026.

  1. Proteção do comprador de imóveis em pré-construção. Novas regras da OCPB entraram em vigor a partir de 31 de janeiro de 2025, uniformizando o contrato de reserva em língua tailandesa e proibindo cláusulas abusivas — uma resposta direta a litígios sobre a perda de sinais em unidades em pré-construção.
  2. Combate a estruturas de testas-de-ferro (nominee). A fiscalização contra estruturas ilegais de propriedade através de "nominees" ou empresas tailandesas de fachada intensificou-se de forma acentuada ao longo de 2025 e 2026, com partilha de dados entre entidades e risco de venda forçada agora associados a estruturas não conformes.

Nenhuma destas alterações modifica diretamente a quota de 49%, mas ambas reforçam o enquadramento legal sobre a forma como os estrangeiros efetivamente detêm propriedade — tornando o arrendamento de longo prazo (leasehold) e a propriedade plena em conformidade com as quotas as vias claramente mais seguras.

O Que Isto Significa para os Compradores em Pattaya em 2026

No conjunto, os dados sugerem um mercado que recompensa a paciência e a diligência relativamente às quotas, em vez da rapidez. Os analistas da REIC projetam um aumento de 13,1% nas transferências, em termos trimestrais, no quarto trimestre de 2025, para cerca de 95.484 unidades a nível nacional, sugerindo que a procura continua a crescer mesmo com o arrefecimento do crescimento do valor total.

Para Pattaya e a Costa Leste em geral, especificamente:

Projetos posicionados em torno desta dinâmica de quotas e localização — incluindo os desenvolvimentos Great Investment or Lifestyle ECO Project e Smart Island Resort no continente — ilustram como os promotores estão a estruturar novos lançamentos para manter o inventário de quota estrangeira atrativo, sem ultrapassar o limite de 49%.

Conclusão

O mercado imobiliário da Tailândia não está tanto a arrefecer como a concentrar-se: menos compradores estrangeiros, mas mais informados, à procura de unidades em conformidade com as quotas, em menos edifícios, mas melhor localizados. As quotas totalmente preenchidas em projetos populares de Pattaya são um sintoma de procura genuína, não de excesso de oferta. Para os compradores mais sérios, a estratégia para 2026 é simples: garantir a confirmação da quota antecipadamente, dar prioridade ao stock com vista mar e localização central, onde se concentra o crescimento de preços, e planear o financiamento a pronto ou com condições do promotor, em vez de recorrer a crédito bancário tailandês.

Perguntas frequentes

Vale a pena comprar agora um condomínio em Pattaya, tendo em conta a situação das quotas para estrangeiros?
Neste momento, a disponibilidade de quota — e não o preço — é a principal restrição nos edifícios populares de Pattaya, uma vez que a REIC assinalou que as quotas de propriedade estrangeira estão totalmente preenchidas em vários projetos da zona. Os compradores que confirmam antecipadamente o espaço na quota e se concentram no stock premium com vista mar estão em melhor posição do que aqueles que procuram unidades de entrada em edifícios já esgotados.
Que percentagem de um edifício de condomínios na Tailândia pode efetivamente pertencer a estrangeiros?
Os estrangeiros podem possuir até 49% da área total de qualquer projeto de condomínio registado individualmente, uma regra em vigor desde 1979 e que se mantém inalterada, apesar do recente debate sobre a possibilidade de a aumentar.
Os estrangeiros conseguem obter crédito habitação para comprar imóveis na Tailândia?
É possível, mas limitado: as taxas de referência do crédito habitação tailandês situam-se entre 6,5% e 7%, e poucos bancos concedem crédito a candidatos estrangeiros sem um co-mutuário tailandês ou fortes ligações financeiras locais. A maioria dos compradores estrangeiros opta antes por pagamentos a pronto ou planos de prestações do promotor.
Quais as nacionalidades que mais compram condomínios na Tailândia atualmente?
Os compradores chineses foram o maior grupo em 2025, com 33% das unidades adquiridas por estrangeiros, seguidos pelos compradores de Mianmar (13%) e da Rússia (8%), destacando-se também Taiwan.
Existem novas regras a proteger os compradores de condomínios em pré-construção na Tailândia?
Sim. As novas regras da OCPB, em vigor desde 31 de janeiro de 2025, uniformizaram o contrato de reserva em língua tailandesa e proibiram cláusulas abusivas, com o objetivo de proteger os compradores de imóveis em pré-construção contra problemas como a perda de sinais.